O medo e a Internet:
riscos e insegurança pela falta de privacidade da Sociedade de Vigilância
DOI:
https://doi.org/10.63451/ti.v1i14.120Palavras-chave:
Direito, Internet, Novas tecnologias, Sociedade, RiscoResumo
Atualmente a sociedade se depara com um ambiente digital que impõe sensações de medo e insegurança, decorrentes da falta de privacidade por se observar estar em vigilância. O medo e o risco surgem como categorias dessa nova cultura digital, que expressa constante evolução, desenvolvimento, necessidade de compreensão e adaptação. Neste contexto, novos hábitos e comportamentos são criados e transformam a sociedade em âmbito econômico, jurídico, político e social, com necessidades de regulação e proteção de dados pessoais, preservando-se, também, o direito de se expor, comunicar, interagir e viver. O tema da pesquisa tem como objetivo geral a análise dos aspectos relacionados a sensações de medo e riscos impostos pela internet. Busca-se enfrentar tais sentimentos em decorrência da falta de tutela da privacidade e proteção de dados pessoais. O problema se resume em questionar os reflexos relacionados a medo e insegurança que a internet proporciona em função da não proteção de direitos fundamentais. A pesquisa se mostra de suma importância em tempos que novas tecnologias surgem a todo o instante e deixam as pessoas à mercê da legislação frente a complexidade de uma sociedade em permanente vigilância. Nesta pesquisa a metodologia adotada é exploratória, por meio de revisão bibliográfica, tendo como referenciais teóricos os autores Zygmunt Bauman, Anthony Giddens e Stefano Rodotà. A conclusão que se chega é que em tempo de tamanha exposição e vigilância que as pessoas estão submetidas há que se ter rigor na tutela dos direitos fundamentais de forma que minimizem violação a direitos personalíssimos.
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