A intersecção entre o processo de colonialidade digital, racismo algorítmico e o capitalismo informacional nas plataformas e redes sociais
DOI:
https://doi.org/10.63451/dti.v1i22.283Palabras clave:
Capitalismo informacional, Colonialidade digital, Discriminação, Racismo algorítmico, Redes sociaisResumen
O presente artigo tem como objetivo principal investigar se há uma intersecção entre o processo de colonialidade digital, racismo algorítmico e o capitalismo informacional nas plataformas e redes sociais. Como problema de pesquisa, acredita-se que nem todo cidadão consegue marcar presença e se conectar de forma efetiva no mundo digital, como também nem todos têm acesso pleno a sua cidadania digital, mesmo que ainda tenha um usuário ou perfil nas diversas plataformas digitais. Como hipótese central de pesquisa, imagina-se que o poder das grandes empresas de tecnologia, as Big Techs, praticamente ditam as regras de acesso (inclusão ou exclusão), comportamento, influência e tomada de decisão dos usuários nas plataformas digitais e redes sociais. A metodologia de pesquisa a ser aplicada é com base numa análise exploratória, investigativa, através do levantamento hipotético-dedutivo, análises da problemática e hipótese, bem como trazer contribuições e reflexões com relação aos assuntos citados em tela. Como resultados encontrados no que se refere a colonialidade digital, racismo algorítmico e o capitalismo informacional nas plataformas e redes sociais, há uma intersecção entre as três temáticas em questão, principalmente com relação aos aspectos de preconceitos, discriminação, racismo e exclusão social e digital, as mudanças provocadas pela “sociedade em rede”, além da presença da soberania e poder das Big Techs.
Descargas
Citas
ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.
CASSINO, João Francisco; SOUZA, Joyce; SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Colonialismo de dados: como opera a trincheira algorítmica na guerra neoliberal. 1ª Edição. Editora Autonomia Literária, 2021.
CASTELLS, M. Fim do milênio: a era da informação. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1999.
CORMEN, Thomas H.; et al. Algoritmos: teoria e prática. Tradução de Arlete Simille Marques. Introduction to algorithms, 3rd ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2023.
KALIL, Renan Bernardi. A regulação do trabalho via plataformas digitais. São Paulo: Blucher, 2020.
KREMER, Bianca. Racismo algorítmico. Rio de Janeiro: CESeC, 2023.
MAIA, F. J. F.; FARIAS, M. H. V. de. Colonialidade do poder: a formação do eurocentrismo como padrão de poder mundial por meio da colonização da América. Interações (Campo Grande), [S. l.], v. 21, n. 3, p. 577–596, 2020. DOI: 10.20435/inter.v21i3.2300. Disponível em: https://www.interacoes.ucdb.br/interacoes/article/view/2300. Acesso em: 12 dez. 2024.
MELO, Maria Eugênia Bento de. Descolonizando a inteligência artificial: análise sobre as tecnologias persuasivas frente às desigualdades no contexto do sul global. Dissertação (Mestrado) - Universidade do Extremo Sul Catarinense, Programa de Pós-graduação em Direito, Criciúma, 2022. Disponível em: http://repositorio.unesc.net/handle/1/9185. Acesso em: 12 dez. 2024.
MIGNOLO, Walter D. A colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério ocidental no horizonte conceitual da modernidade. In: A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino americanas. Edgardo Lander (org). Colección Sur Sur, CLACSO, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. 2005.
MIGNOLO, Walter D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais. Rio de Janeiro, v. 32, n. 94, jun. 2017. Disponível em: https://ria.ufrn.br/jspui/handle/123456789/2441. Acesso em: 12 dez. 2024.
MOROZOV, Evgeny. Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da política. Tradução Claudio Marcondes. São Paulo: Ubu, 2018.
QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais – perspectivas latino-americanas. Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina: Clacso, 2005. p. 107-130. Disponível em: https://ufrb.edu.br/educacaodocampocfp/images/Edgardo-Lander-org-A-Colonialidade-do-Saber-eurocentrismo-e-ciC3AAncias-sociais-perspectivas-latinoamericanas-LIVRO.pdf. Acesso em: 12 dez. 2024.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade, poder, globalização e democracia. Revista Novos Rumos, Marília, SP, n. 37, 2002. DOI: 10.36311/0102-5864.17.v0n37.2192. Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/2192. Acesso em: 12 dez. 2024.
SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula [orgs.]. Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010. Disponível em: https://www.icict.fiocruz.br/sites/www.icict.fiocruz.br/files/Epistemologias%20do%20Sul.pdf. Acesso em: 12 dez. 2024.
SILVA, Tarzício. Racismo Algorítmico: inteligência artificial e discriminação nas redes digitais. São Paulo: Edições Sesc, 2022.
TONIAL, Felipe Augusto Leques; MAHEIRIE, Kátia; GARCIA JR, Carlos Alberto Severo. A resistência à colonialidade: definições e fronteiras. Revista de Psicologia da UNESP 16 (1), 2017. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/pdf/revpsico/v16n1/v16n1a02.pdf. Acesso em: 12 dez. 2024.
ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância: a luta por um futuro humano na nova fronteira do poder. Tradução de George Schlesinger. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2020.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Gustavo Boudoux de Melo

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.