Vigilância algorítmica e adultização

o fenômeno do transbordamento de tutela

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.63451/dti.v3i24.345

Palabras clave:

Adultização e Cibersegurança, Cadeia de Custódia, Protocolo de Verificação Preliminar, Prova Digital, Transbordamento de Tutela

Resumen

A pesquisa investiga o impacto da Lei nº 15.211/2025 na vigilância algorítmica e na adultização em ambientes virtuais. O estudo analisa o fenômeno do transbordamento de tutela, que ocorre quando mecanismos de controle desenhados para proteger vulneráveis incidem sobre a privacidade de adultos. O objetivo geral consiste em avaliar os riscos à validade da prova penal decorrentes dessa vigilância massiva e da automatização de reportes. Utiliza-se o método dedutivo e o estudo de caso comparado entre as jurisdições do Brasil e dos Estados Unidos. Os resultados demonstram que a recepção acrítica de relatórios de inteligência artificial rompe a cadeia de custódia e delega tacitamente o poder de polícia a entes privados, gerando insegurança jurídica. A pesquisa conclui com a proposição do protocolo de verificação preliminar, um standard de admissibilidade que converte a inteligência privada em evidência forense auditável. Tal mecanismo visa harmonizar a proteção integral da infância com as garantias do devido processo legal no Estado Democrático de Direito.

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Biografía del autor/a

Melhym Pereira Quemel, Universidade Estácio de Sá

Mestre em Direito pela Universidade Estácio de Sá/RJ. Especialista em Advocacia Cível pela FMP/RS e Ciências Penais e Segurança Pública pelo Instituto Rogério Greco/MG. Advogado.

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Publicado

2026-07-24

Cómo citar

QUEMEL, Melhym Pereira. Vigilância algorítmica e adultização: o fenômeno do transbordamento de tutela. Direito & TI, [S. l.], v. 3, n. 24, p. 138–161, 2026. DOI: 10.63451/dti.v3i24.345. Disponível em: https://direitoeti.com.br/direitoeti/article/view/345. Acesso em: 24 jul. 2026.

Número

Sección

Artigo Dossiê Temático: Adultização e Cibersegurança

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